
Capítulo 2A agulha que desenhou o maior terremoto já medido
Massa-mola e energia no movimento harmônico
Sul do Chile, 1960: o chão treme por dez minutos, e tudo sacode — casas, pontes, o próprio prédio do instrumento. Menos uma massa pendurada numa mola, que tenta ficar onde está. Como uma coisa parada mede um planeta em movimento?
Neste capítulo você vai
- Usar a lei da mola, F = k·x, e reconhecer nela a assinatura do movimento harmônico simples: a força que aponta para o equilíbrio e cresce com o afastamento
- Calcular o período da massa-mola, T = 2π√(m/k), sabendo quem manda (a massa e a mola) e quem não manda (a amplitude e a gravidade)
- Seguir a energia que troca de coluna, E = k·A²/2, ler o vaivém num gráfico e explicar por que a massa do sismógrafo fica enquanto o chão vai
Assista ao episódio 2
Este capítulo acompanha o episódio 2 da série no canal. Assista antes ou depois da leitura — o vídeo é público e gratuito.
O caso: tudo sacode, menos uma coisa

Sul do Chile, 22 de maio de 1960, três e onze da tarde. O chão começa a tremer — e treme por cerca de dez minutos. É o terremoto mais forte já registrado por instrumentos, com magnitude estimada entre 9,4 e 9,6. A ruptura corre uns 800 km ao longo da costa; horas depois, do outro lado do Pacífico, ondas de mais de dez metros chegam ao Havaí. As estimativas de mortos vão de mil a seis mil.
Casas, pontes, o próprio prédio onde fica o instrumento: tudo sacode. Menos uma coisa. Dentro de uma caixa parafusada no chão, uma massa pendurada numa mola tenta ficar onde está — e a agulha presa nela desenha no papel o tamanho exato do que o chão fez. Em salas de instrumentos do mundo inteiro, agulhas como essa riscam o mesmo tremor, cada uma com o seu atraso.
O capítulo 1 mostrou a Terra girando com um pêndulo que ficava no mesmo plano. Este mostra a Terra tremendo com uma massa que fica no mesmo lugar. E deixa uma pergunta: como uma coisa parada mede um planeta em movimento? Para respondê-la, o capítulo precisa da lei da mola, de uma fórmula que diz quem manda no ritmo da massa, de um passeio pela energia durante uma ida e volta, da leitura do gráfico — e, no fim, de uma volta por dentro do sismógrafo.
A mola que puxa de volta
Ponha uma massa sobre um chão sem atrito, presa por uma mola numa parede. Com a mola relaxada, a massa fica parada: esse é o ponto de equilíbrio. Puxe a massa para a direita e solte: a mola puxa para a esquerda. Empurre para a esquerda: a mola empurra para a direita. A força da mola sempre aponta de volta para o equilíbrio.

E não é só o sentido. A série das forças mostrou a lei da mola: a força cresce com o quanto a mola é esticada ou comprimida. O dobro do estiramento, o dobro da força.
Definição
Lei da mola (lei de Hooke)
- A força da mola tem intensidade F = k × *x, e aponta sempre contra* o afastamento — de volta para o equilíbrio.
- *x* é o afastamento da massa em relação ao ponto de equilíbrio, em metros.
- *k é a constante da mola, em newtons por metro (N/m): quanta força a mola faz por metro de estiramento. Mola dura, k grande; mola mole, k* pequeno.
Com uma mola de k = 100 N/m, puxar a massa 0,1 m dá uma força de 10 N; puxar 0,2 m dá 20 N. Uma força que sempre aponta para o equilíbrio e cresce na proporção do afastamento é exatamente a assinatura do movimento harmônico simples, que o capítulo 1 apresentou. O pêndulo só cumpria isso em pequenas oscilações. A massa na mola cumpre em qualquer amplitude — é o movimento harmônico simples de livro.
Atenção
"A força da mola aponta para onde a massa vai"
Não. Ela aponta para onde a mola estava relaxada. Com a massa à direita do equilíbrio, a força aponta para a esquerda — mesmo que, naquele instante, a massa ainda esteja indo para a direita. É essa força "do contra" que faz a massa voltar.
Quem manda no período
Como todo oscilador, a massa na mola tem o seu ritmo. Quem manda nele? Duas coisas. A massa: mais massa, mais lento — a inércia resiste mais a cada puxão da mola, e a ida e volta demora mais. A mola: mola mais dura, mais rápido — um k maior puxa com mais força, e a ida e volta encurta.

Definição
Período do sistema massa-mola
Uma massa m presa a uma mola de constante k oscila com período
- T = 2π × √(m ÷ k), com m em quilogramas e k em newtons por metro.
- O que manda no período: só a massa e a mola.
- Nesta série, π = 3,14, logo 2π = 6,28.
Repare na cara da fórmula: é a do pêndulo, dois pi vezes uma raiz. Mas dentro da raiz mudaram os donos — no pêndulo era o fio sobre a gravidade; aqui é a massa sobre a mola. E a raiz faz o mesmo trabalho de antes: quadruplicar o que está dentro dela só dobra o que sai. Com a mesma mola de 100 N/m:
| Massa m | Período T | Fator |
|---|---|---|
| 1 kg | 0,628 s | 1 |
| 4 kg | 1,256 s | 2 |
| 9 kg | 1,884 s | 3 |
| 16 kg | 2,512 s | 4 |
E com a mola é o contrário, porque k está embaixo da fração: uma mola quatro vezes mais dura dá metade do período; uma quatro vezes mais mole dá o dobro. Massa e mola puxam o período em sentidos opostos — a massa para o lento, a mola dura para o rápido.
Dica ENEM
Dica ENEM: quem está em cima, quem está embaixo
Em T = 2π√(m ÷ k), a massa está em cima: massa × 4 → período × 2. A mola está embaixo: k × 4 → período ÷ 2. A alternativa que multiplica o período pelo próprio fator (× 4), ou que faz a mola dura deixar o vaivém mais lento, é a armadilha.
O que não entra: a amplitude e a gravidade
O que não está dentro da raiz é tão importante quanto o que está. A amplitude não entra: puxe pouco ou puxe muito, a ida e volta leva o mesmo tempo. Com a massa puxada mais longe, o caminho é maior — mas a mola, mais esticada, puxa mais forte, e a massa corre mais. As duas coisas se compensam, e na mola a compensação é exata, em qualquer amplitude (no pêndulo, só nas pequenas).

A gravidade também não entra. Leve a massa e a mola para a Lua, onde a gravidade é cerca de um sexto da da Terra: elas vão e voltam no mesmo ritmo. O pêndulo, não — no pêndulo, quem puxa de volta é a gravidade, e com ela seis vezes menor o período cresce √6 ≈ 2,45 vezes: quase duas vezes e meia mais lento. Na mola, quem puxa de volta é a própria mola.
E se a mola estiver de pé, com a massa pendurada? A gravidade estica a mola um pouco e muda onde fica o ponto de equilíbrio — mais para baixo. Mas o vaivém em torno desse novo equilíbrio tem o mesmo período da mola deitada. A gravidade escolhe o lugar do meio; o ritmo continua sendo da massa e da mola.
Atenção
"Na Lua, a massa-mola fica mais lenta, como o pêndulo"
É o erro que o exame mais explora na comparação. T = 2π√(m ÷ k) não tem g: a massa-mola tem o mesmo período na Terra, na Lua ou em órbita. Quem muda é o pêndulo, porque T = 2π√(L ÷ g) tem g. E a massa não "pesa menos e fica mais rápida": massa não é peso, e na Lua os quilos são os mesmos.
O centro e os extremos
Agora siga a massa por uma ida e volta inteira e pergunte, em cada ponto, duas coisas: que força age nela, e que velocidade ela tem.

No centro, a mola está relaxada: a força é zero — e a massa passa por ali na velocidade máxima, porque passou o caminho todo sendo puxada para lá. Nos extremos, a mola está esticada (ou comprimida) ao máximo: a força é máxima — e a velocidade é zero, porque a massa para por um instante antes de voltar.
| Posição | Força | Velocidade |
|---|---|---|
| centro (x = 0) | zero | máxima |
| extremo (x = ±A) | máxima: k × A | zero |
É o contrário da intuição: onde a força é maior, a massa está parada; onde não há força, ela está mais rápida. A força não diz para onde a massa vai naquele instante; diz para onde a velocidade está mudando. Nos extremos ela muda mais depressa; no centro, por um instante, não muda.
Dica ENEM
Dica ENEM: aceleração segue a força
Se o exame perguntar pela aceleração, a resposta é a da força: máxima nos extremos, zero no centro. Velocidade e aceleração são máximas em lugares diferentes — a alternativa que junta as duas no mesmo ponto é a armadilha.
A energia troca de coluna
A série da energia ensinou a ler um extrato com colunas. Aqui são duas: a energia cinética, do movimento, e a energia elástica, guardada na mola esticada ou comprimida.

Nos extremos, a massa está parada e a mola esticada ao máximo: tudo é elástica. No centro, a mola está relaxada e a massa na velocidade máxima: tudo é cinética. Entre os dois, um pouco de cada — e em todo instante a soma não muda.
Definição
Energia no movimento harmônico simples
- Energia elástica da mola, com afastamento x: k × x² ÷ 2.
- Energia cinética da massa, com velocidade v: m × v² ÷ 2.
- Energia total: E = k × A² ÷ 2 — a elástica do extremo, que é também a cinética do centro. Sem atrito, ela não muda durante o vaivém.
A energia da mola cresce com o quadrado do afastamento. Por isso, no meio do caminho entre o centro e o extremo (x = A ÷ 2), a mola guarda só (1/2)² = um quarto da energia total, e os três quartos restantes estão no movimento. E a mesma conta diz o que acontece quando se dobra a amplitude: a energia quadruplica.
Atenção
"A energia se perde no vaivém"
Na massa-mola sem atrito, nada se perde: a energia só troca de coluna, da mola para o movimento e de volta. O que se perde num oscilador de verdade sai por atrito — e esse "amortecimento" vai segurar uma ponte no capítulo 12.
O gráfico é uma senoide
Prenda um lápis na massa e puxe uma tira de papel por baixo dela, de lado, em velocidade constante. A massa só vai e volta numa reta; o papel corre; e o lápis deixa uma curva que sobe e desce, suave, sempre igual: uma senoide. É o gráfico de posição contra tempo — a posição da massa num eixo, o tempo no outro, porque o papel anda num ritmo fixo.

Esse gráfico não é o caminho da massa — o caminho é uma reta. Ele é o vaivém esticado no tempo. E nele se leem as duas grandezas do capítulo:
- Amplitude na altura: do eixo até a crista, o maior afastamento.
- Período na largura: de uma crista até a crista seguinte, uma ida e volta inteira.
Dá para ler a velocidade também. Onde a curva cruza o eixo, ela está mais inclinada: a massa está no centro, na velocidade máxima. Nas cristas e nos vales, a curva fica deitada por um instante: a massa parou nos extremos.
Dica ENEM
Dica ENEM: altura do eixo, largura de crista a crista
A amplitude se mede do eixo até a crista, não de crista a vale (isso é o dobro). O período se mede de crista a crista, não de crista a vale (isso é metade). As duas armadilhas costumam vir juntas nas alternativas.
O sismógrafo: a massa fica, o chão vai
Puxe de repente uma folha de papel com uma moeda em cima: o papel vai, a moeda fica. O sismógrafo é isso. A mola só existe para a moeda não ir embora.

Dentro de uma caixa parafusada no chão, uma massa grande pende de uma mola mole; presa na massa, uma agulha; presa na caixa, um tambor de papel que gira devagar. Quando o chão treme, a caixa, o tambor e o papel vão junto com ele. A massa, não: pela inércia que a série das forças ensinou, ela tende a ficar onde está. A massa fica, o chão vai — e a agulha, presa na massa quase parada, risca no papel que se mexe exatamente o movimento do chão.
Por que a massa não acompanha? Porque todo oscilador tem o seu ritmo, e o dela foi escolhido de propósito. Massa grande e mola mole dão, por T = 2π√(m ÷ k), um período longo, de vários segundos, enquanto o chão sacode várias vezes por segundo. A mola é lenta demais para arrastar a massa atrás do chão; a massa fica para trás, e a diferença entre os dois é o tremor. Instrumentos desse tipo registram sismogramas desde 1880, no Japão; oitenta anos depois, foram eles que guardaram o tremor do Chile.
E o atraso entre uma sala de instrumentos e outra diz mais uma coisa: o tremor viajou até cada agulha, carregando energia sem carregar o chão do Chile junto. Isso tem nome — onda —, e é o assunto do capítulo 3.
Atenção
"O sismógrafo mede o tremor porque a massa balança junto"
É o contrário. Se a massa balançasse junto com o chão, agulha e papel andariam juntos e o traço sairia reto. O sismógrafo funciona porque a massa não acompanha: ela fica, e a agulha registra o movimento relativo entre a massa e a caixa.
Exemplos resolvidos
Toda conta deste livro é feita em três tempos: a fórmula, a substituição dos números e o resultado com a unidade. Neste capítulo as fórmulas são T = 2π√(m ÷ k), f = 1 ÷ T e E = k × A² ÷ 2, com 2π = 6,28. Uma regra antes de substituir: massa em quilogramas, afastamento em metros.
Exemplo 1 — A massa e a mola
Uma massa de 1 kg presa a uma mola de constante 100 N/m. Qual é o período, e qual a frequência?
Fórmula. T = 2π × √(m ÷ k) ; f = 1 ÷ T
Substituição. T = 2 × 3,14 × √(1 ÷ 100) = 6,28 × √0,01 = 6,28 × 0,1 ; f = 1 ÷ 0,628 s
Resultado. T = 0,628 s ; f ≈ 1,59 Hz
Conferência. pouco mais de meio segundo para ir e voltar, pouco mais de uma ida e volta e meia por segundo. O pêndulo do Panteão, com 16,3 s, é cerca de 26 vezes mais lento. A gravidade não apareceu em lugar nenhum da conta.
Exemplo 2 — Quatro vezes a massa
A massa de 1 kg é trocada por uma de 4 kg, na mesma mola de 100 N/m. Qual é o novo período?
Fórmula. T = 2π × √(m ÷ k)
Substituição. T = 6,28 × √(4 ÷ 100) = 6,28 × √0,04 = 6,28 × 0,2
Resultado. T = 1,256 s
Conferência. 1,256 ÷ 0,628 = 2 — o dobro do tempo, não quatro vezes. A massa de 4 kg faz uma ida e volta enquanto a de 1 kg faz duas. É a mesma regra do fio do pêndulo: quadruplicar dentro da raiz dobra o que sai.
Exemplo 3 — A energia e a velocidade no centro
A massa de 1 kg, na mola de 100 N/m, é puxada 0,1 m e solta. Qual é a energia do vaivém, e com que velocidade a massa passa pelo centro?
Fórmula. E = k × A² ÷ 2 ; no centro, m × v² ÷ 2 = E
Substituição. E = 100 × (0,1)² ÷ 2 = 100 × 0,01 ÷ 2 = 1 ÷ 2 ; 1 × v² ÷ 2 = 0,5, logo v² = 1
Resultado. E = 0,5 J ; v = 1 m/s
Conferência. a velocidade máxima saiu sem relógio nenhum, só com a soma que não muda. No extremo, a força é k × A = 100 × 0,1 = 10 N. Com amplitude de 0,2 m, a energia quadruplica (2 J) e a velocidade máxima dobra (2 m/s).

Exemplo 4 — Lendo o papel do sismógrafo
Num papel de sismógrafo de um tremor comum, cabem cinco oscilações completas em 10 s, e a crista está 3 cm acima do eixo. Qual é o período, a frequência e a amplitude do movimento do chão?
Fórmula. T = tempo total ÷ número de oscilações ; f = 1 ÷ T
Substituição. T = 10 s ÷ 5 ; f = 1 ÷ 2 s
Resultado. T = 2 s ; f = 0,5 Hz ; amplitude de 3 cm, lida do eixo até a crista
Conferência. o chão foi e voltou 3 cm para cada lado, uma vez a cada 2 s, enquanto a massa ficava. O papel não diz nada sobre a massa nem sobre a mola: o instrumento foi feito para sumir da conta e deixar só o chão.
Exemplo 5 — O pêndulo e a mola na Lua
Um pêndulo de 1 m de fio e a massa de 1 kg na mola de 100 N/m são levados à Lua, onde a gravidade é cerca de um sexto da da Terra (10 ÷ 6 m/s²). Qual é o período de cada um lá?
Fórmula. pêndulo, T = 2π × √(L ÷ g) ; mola, T = 2π × √(m ÷ k)
Substituição. pêndulo, T = 6,28 × √(1 ÷ (10 ÷ 6)) = 6,28 × √0,6 = 6,28 × 0,7746 ; mola, T = 6,28 × √(1 ÷ 100) = 6,28 × 0,1
Resultado. pêndulo, T ≈ 4,86 s ; mola, T = 0,628 s — o mesmo da Terra
Conferência. na Terra o pêndulo de 1 m tem 1,99 s; 4,86 ÷ 1,99 ≈ 2,45 = √6, quase duas vezes e meia mais lento. A mola nem percebeu a viagem.
Radar ENEM
O exame cobra este capítulo de quatro jeitos. O primeiro é a fórmula e as proporções: T = 2π√(m ÷ k) — quadruplica a massa, dobra o período; mola quatro vezes mais dura, metade do período. O segundo é a energia no vaivém: nos extremos tudo é elástica, no centro tudo é cinética, e é ali que a velocidade é máxima — muitas vezes num gráfico de energia contra posição. O terceiro é a comparação com o pêndulo: na Lua o pêndulo fica mais lento; a massa-mola não muda. O quarto é a leitura do gráfico de posição contra tempo: amplitude do eixo à crista, período de crista a crista.

Uma massa-mola tem período de 0,5 s e energia de 2 J. A massa é quadruplicada e a amplitude é dobrada, na mesma mola. Qual é o novo período? Só a massa conta: período × √4 = × 2, logo 0,5 × 2 = 1 s (a energia, que depende só de k e da amplitude, vai a 2 × 2² = 8 J). Os distratores? "2 s", para quem multiplica pelo fator da massa sem a raiz; "1,41 s", para quem faz a amplitude dupla entrar como mais um fator √2 (0,5 × 2 × 1,41); "0,25 s", para quem acha que mais massa acelera o vaivém; e "0,5 s", para quem leva para a mola a regra do pêndulo, em que a massa não entra.
Dica ENEM
Dica ENEM: os tropeços que o examinador coloca nas alternativas
- Esquecer a raiz — massa × 4 dá período × 2, não × 4 (seção de quem manda no período).
- Inverter a mola — mola mais dura deixa o vaivém mais rápido, não mais lento (seção de quem manda no período).
- Pôr a amplitude ou a gravidade no período — nenhuma das duas está em T = 2π√(m ÷ k) (seção do que não entra).
- Juntar força máxima e velocidade máxima — a força é máxima nos extremos, a velocidade no centro (seção do centro e dos extremos).
- Esquecer o quadrado na energia — amplitude × 2 dá energia × 4 (seção da energia).
Resumo em cinco peças

- Uma força que puxa de volta e cresce com o afastamento — F = k × x — é o movimento harmônico simples, e a mola faz isso exatamente.
- T = 2π√(m ÷ k): massa e mola mandam; amplitude e gravidade, não — massa × 4, período × 2.
- No centro, velocidade máxima e força zero; nos extremos, força máxima e velocidade zero.
- A energia troca de coluna, da mola para o movimento e de volta, e a soma fica: E = k × A² ÷ 2.
- O gráfico de posição contra tempo é uma senoide — amplitude na altura, período na largura — e é esse traço que uma massa parada deixa quando o chão se mexe.
Se for guardar uma frase só, guarde a resposta do sismógrafo: uma coisa parada mede um planeta em movimento porque tem o seu próprio ritmo, lento demais para acompanhar o chão — e a agulha só escreve a diferença.
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