
Capítulo 11O balão que subiu sobre Paris
Convecção e correntes
Paris, 21 de novembro de 1783: dois homens sobem num balão de papel e pano com uma fogueira de palha embaixo e voam vinte e cinco minutos, nove quilômetros — sem que ninguém ali soubesse por que o ar quente sobe.
Neste capítulo você vai
- Separar a convecção da condução: no fluido, a matéria quente se desloca e leva a energia térmica com ela
- Calcular a densidade do ar quente pela razão das temperaturas em kelvin e explicar a célula de convecção: sobe, esfria, desce
- Fazer a conta do balão com o empuxo, o peso do ar quente de dentro e a carga que sobra, e aplicar a mesma célula à térmica, à brisa e à geladeira
Assista ao episódio 11
Este capítulo acompanha o episódio 11 da série no canal. Assista antes ou depois da leitura — o vídeo é público e gratuito.
O caso: vinte e cinco minutos sobre Paris
Paris, 21 de novembro de 1783, perto das duas da tarde. No jardim do Château de la Muette, diante do rei e de uma multidão, dois homens — Pilâtre de Rozier e o marquês d'Arlandes — entram num cesto de vime preso embaixo de um balão de papel e pano, construído pelos irmãos Montgolfier. Sob a boca do balão queima uma fogueira de palha. As cordas são soltas. O balão sobe.

Foi o primeiro voo livre tripulado da história. Durou cerca de 25 minutos e cobriu uns 9 km, até a Butte-aux-Cailles, do outro lado da cidade, chegando a cerca de 900 m de altura. Dividindo a distância pelo tempo, o balão andou a uns 22 km/h — ritmo de bicicleta —, levado pelo vento, sem motor, sem hélice, sem asa. O que o sustentava no ar era só o ar quente dentro do envelope.
E ninguém ali sabia direito por que o ar quente sobe. Os Montgolfier achavam que a fumaça tinha uma força própria de subir, e por isso queimavam palha úmida e lã, para fazer fumaça grossa. Estavam errados na explicação e certos no efeito: a fogueira esquentava o ar de dentro, e ar quente é menos denso que ar frio. O ar frio ao redor, mais pesado, empurrava o balão para cima — como a água empurra um pedaço de cortiça.
Esse é o assunto deste capítulo: o segundo caminho do calor. No capítulo 10, o calor atravessou uma telha partícula a partícula, sem que nada se movesse. Aqui o calor viaja junto com a matéria: o ar quente sobe e leva a energia térmica no colo. É a convecção, e ela explica o balão, a térmica do planador, a brisa da praia e por que o congelador da geladeira fica em cima.
O segundo caminho: o calor viaja com a matéria
Na condução, cada partícula passa energia para a vizinha e fica no lugar. É o caminho do sólido: a barra de metal esquenta de uma ponta à outra sem que nenhum átomo saia de onde está. Num fluido — líquido ou gás — existe um segundo caminho, mais rápido: a porção quente do fluido se desloca e carrega a energia térmica com ela. Isso é a convecção.

Definição
Convecção
- É a transferência de calor por movimento do fluido: a porção quente se desloca e leva a energia térmica com ela.
- Só existe em líquidos e gases, que podem escorrer. Um sólido não faz convecção.
- O movimento nasce da diferença de densidade: o fluido quente, menos denso, sobe; o frio, mais denso, desce.
Uma imagem ajuda a separar os dois caminhos. Condução é fila de baldes: a água passa de mão em mão e ninguém sai do lugar. Convecção é escada rolante de ar: o degrau quente sobe, esfria lá em cima, desce pelo lado — e leva o calor no colo, coisa que a fila de baldes nunca faz. A escada é mais rápida que a fila, e é por isso que o ar de um quarto esquenta em minutos com um aquecedor, enquanto uma parede leva horas para esquentar por dentro.
Atenção
"O calor sobe" é erro nomeado
Calor não tem direção própria. O que sobe é o ar quente, porque é menos denso que o ar frio ao redor. Diga "o ar quente sobe" e nunca "o calor sobe": a radiação do próximo capítulo vai em todas as direções, e a condução vai do quente para o frio, para cima ou para baixo, tanto faz.
Ar quente é menos denso
Por que o ar quente sobe? Porque, ao esquentar, ele se expande — o capítulo 4 mediu isso nos líquidos e nos gases com o coeficiente γ — e a mesma massa passa a ocupar mais espaço. Massa dividida por volume maior é densidade menor. Para o ar, a regra é limpa: a pressão constante, a densidade é inversamente proporcional à temperatura absoluta, ρ é proporcional a 1/T, com T em kelvin. A Termodinâmica II mostra de onde essa lei vem; aqui usamos o fato.

A densidade do ar a 20 °C, ao nível do mar, é 1,204 kg/m³: cada metro cúbico de ar da sala tem um quilo e duzentos gramas. A 100 °C, com T = 20 + 273 = 293 K de um lado e 100 + 273 = 373 K do outro:
ρ(100 °C) = 1,204 × 293 ÷ 373 ≈ 0,946 kg/m³
Cerca de vinte por cento mais leve que a 20 °C — e a tabela padrão do ar dá 0,946, o mesmo número. A diferença, 1,204 − 0,946 = 0,258 kg/m³, é o que interessa ao balão: cada metro cúbico de ar quente pesa 258 g a menos que o metro cúbico de ar frio que ele substituiu.
| T do ar | ρ (kg/m³) |
|---|---|
| 20 °C | 1,204 |
| 30 °C | 1,164 |
| 80 °C | 0,999 |
| 100 °C | 0,946 |
Definição
Densidade do ar e temperatura
- A pressão constante, ρ é proporcional a 1/T: dobrar a temperatura absoluta é cortar a densidade pela metade.
- A conta usa kelvin: T(K) = T(°C) + 273 (o capítulo 2 explica o 273).
- Ar quente é ar mais leve por metro cúbico — não "ar com menos peso": um quilo de ar quente pesa o mesmo que um quilo de ar frio, mas ocupa mais espaço.
Dica ENEM
Dica ENEM: kelvin na razão, sempre
A razão 293 ÷ 373 só funciona em kelvin. Quem escreve 20 ÷ 100 acha uma densidade cinco vezes menor — e essa alternativa costuma estar na prova. Some 273 antes de dividir.
A célula de convecção
Aqueça o fundo de uma panela com água. A água do fundo esquenta primeiro, expande, fica menos densa e sobe. A água de cima, mais fria e mais densa, desce pelas laterais para ocupar o lugar. Chega ao fundo, esquenta, sobe. O circuito não para enquanto houver diferença de temperatura entre o fundo e o topo: é a célula de convecção.

As setas da figura são a velocidade do ar — o único vetor deste capítulo; calor continua sem seta, porque é energia em trânsito e não tem direção própria. A célula tem três tempos, e vale a pena guardá-los na ordem: sobe, esfria, desce. Sobe porque o fluido quente é menos denso. Esfria porque, lá em cima, ele cede calor para o que estiver mais frio — o ar da cozinha, o teto, o céu. Desce porque, mais frio, voltou a ser mais denso que o que está subindo. O que move tudo é a diferença de densidade, e a diferença de densidade vem da diferença de temperatura. Sem diferença de temperatura, sem célula.
O balão: o empuxo paga o peso do ar quente
A série anterior mostrou que todo fluido empurra para cima o que está mergulhado nele com uma força igual ao peso do fluido deslocado — o empuxo. O balão é isso, feito de ar: o envelope ocupa um volume V dentro do ar frio, e o ar frio o empurra para cima com o peso do ar frio que caberia ali. Mas o envelope não está vazio: está cheio de ar quente, que também pesa. O que sobra depois de pagar o peso do ar quente de dentro é o que o balão pode carregar — envelope, cesto e passageiros.

O volume do balão de 1783 não está nas fontes que consultamos; para a conta, usamos 2 000 m³, um valor didático declarado. Com o ar de dentro a 100 °C, o de fora a 20 °C e g = 10 m/s², o da Mecânica:
- Empuxo = peso do ar frio deslocado: E = ρfrio × V × g = 1,204 × 2 000 × 10 = 24 080 N.
- Peso do ar quente de dentro: P = ρquente × V × g = 0,946 × 2 000 × 10 = 18 920 N.
- Sobra: E − P = 24 080 − 18 920 = 5 160 N.
Cinco mil cento e sessenta newtons é o peso de 516 kg. É o que o empuxo levanta além do próprio ar de dentro: dá para o envelope de papel e pano, o cesto de vime, a grelha da fogueira e dois homens. Repare que a conta é a mesma da diferença de densidade: 0,258 kg a menos por metro cúbico, vezes 2 000 m³, dá os mesmos 516 kg.
Definição
O balão de ar quente
- Empuxo: E = ρfrio × V × g — o peso do ar frio que o envelope desloca.
- Peso do ar de dentro: P = ρquente × V × g.
- Carga que o balão sustenta: E − P = (ρfrio − ρquente) × V × g. Quanto mais quente o ar de dentro e maior o envelope, mais carga.
Dica ENEM
Dica ENEM: o balão não é "mais leve que o ar"
O balão inteiro — envelope, cesto, gente e ar quente — pesa exatamente o mesmo que o ar frio que ele desloca quando flutua parado. Ele sobe enquanto o conjunto pesa menos que o ar deslocado, e desce quando o ar de dentro esfria e fica mais denso. Deixar a fogueira apagar era o freio de 1783.
Térmicas: o planador sobe sem motor
Ao meio-dia, um campo arado, um estacionamento ou um telhado escuro esquenta mais que a mata ao lado. O ar em contato com o chão quente esquenta, expande e sobe numa coluna larga e invisível: a térmica. É uma célula de convecção com o chão fazendo o papel da chama. Planadores, asas-delta e urubus giram dentro dessa coluna e sobem sem gastar energia nenhuma, porque o ar em que estão apoiados está subindo.

Quanto o ar da térmica é mais leve? Suponha uma bolha de ar a 30 °C subindo por um ar a 20 °C. Em kelvin, 303 K e 293 K:
ρ(30 °C) = 1,204 × 293 ÷ 303 ≈ 1,164 kg/m³
Contra os 1,204 kg/m³ de fora, a bolha é 3,3% mais leve. Soa pouco, e é pouco por metro cúbico — 40 g. Mas uma térmica tem centenas de metros de largura e a diferença age em cada metro cúbico dela: o ar sobe a alguns metros por segundo, e um planador que afunda a um metro por segundo no ar parado ganha altura dentro da coluna.
Atenção
Dez graus não são "três por cento"
Os 3,3% vêm de 10 ÷ 303, em kelvin, e não de 10 ÷ 30 em graus Celsius. A diferença de temperatura, 10 °C, é a mesma nas duas escalas; a razão só faz sentido em kelvin, porque só o kelvin começa no zero absoluto.
A brisa do mar e a brisa da terra
Na praia, o vento tem horário. De tarde ele vem do mar para a terra; de noite, da terra para o mar. É a maior célula de convecção que um estudante vê no dia a dia, e o motor dela foi medido no capítulo 6: com o mesmo calor por quilograma, a terra esquenta cerca de cinco vezes mais que a água, porque o calor específico da rocha e da areia é da ordem de 200 cal/(kg·°C) e o da água, de 1 000 cal/(kg·°C).

De dia, o Sol entrega mais ou menos a mesma energia por metro quadrado ao mar e à areia. A areia esquenta cinco graus enquanto o mar esquenta um. O ar sobre a terra fica mais quente, expande, sobe; o ar sobre o mar, mais frio e mais denso, escorre rente ao chão para ocupar o lugar. Esse ar que entra é a brisa marítima. Lá em cima, o ar que subiu esfria e volta para o lado do mar, fechando a célula.
De noite o Sol some e os dois esfriam — e a terra esfria cinco vezes mais rápido, pelo mesmo motivo. Agora o mar está mais quente que a areia; o ar sobe sobre o mar e o ar da terra desce rente ao chão em direção à água: a brisa terrestre. Pescador antigo sabia disso sem termômetro: saía de madrugada com o vento da terra nas costas e voltava de tarde com o vento do mar.
Dica ENEM
Dica ENEM: a brisa é o item clássico
A prova pergunta o sentido do vento e o motivo. O sentido: de dia, do mar para a terra; de noite, da terra para o mar. O motivo: a terra esquenta e esfria mais depressa que a água, porque tem calor específico menor. O ar sobe sobre o que está mais quente, e o vento rente ao chão vai para lá.
Geladeira, aquecedor e panela: a mesma célula
Agora olhe para dentro de casa. O congelador da geladeira antiga fica em cima: o ar em contato com ele esfria, fica mais denso e desce, empurrando o ar mais quente de baixo para cima, onde ele esfria também. Se o congelador ficasse embaixo, o ar frio ficaria parado no fundo e a prateleira de cima nunca gelaria. O aquecedor de ambiente fica embaixo pelo motivo simétrico: o ar que ele esquenta sobe e o ar frio do teto desce para tomar o lugar — uma célula que circula o quarto inteiro. O ar-condicionado fica no alto da parede pela mesma regra: joga ar frio, que desce sozinho. E a panela de sopa que "rola" no fogo é a célula original, a da seção da célula.

Definição
Os três caminhos do calor
- Condução: partícula a partícula, sem transporte de matéria — o caminho dos sólidos (capítulo 10).
- Convecção: a matéria quente se desloca e leva a energia térmica — o caminho dos líquidos e gases (este capítulo).
- Irradiação: por ondas, sem precisar de matéria nenhuma — o único caminho que atravessa o vácuo (próximo capítulo).
Atenção
O metal da panela conduz; a água dentro faz convecção
Numa panela no fogo há os dois caminhos ao mesmo tempo: o calor atravessa o fundo de metal por condução e se espalha pela água por convecção. Questão que pede "o processo" quer saber de qual etapa está falando. Nomeie a etapa antes de responder.
Exemplos resolvidos
Toda conta deste livro é feita em três tempos: a fórmula, a substituição dos números (já nas unidades certas) e o resultado com a unidade. Nos exemplos de convecção há um passo antes dos três: converter as temperaturas para kelvin, porque a densidade do ar entra por uma razão de temperaturas absolutas.

Exemplo 1 — A densidade do ar a cem graus
O ar a 20 °C tem densidade 1,204 kg/m³. A pressão constante, com ρ proporcional a 1/T, qual é a densidade do ar a 100 °C?
Fórmula. ρ₂ = ρ₁ × T₁ ÷ T₂, com T em kelvin (T = °C + 273)
Substituição. ρ₂ = 1,204 × 293 ÷ 373
Resultado. ρ₂ ≈ 0,946 kg/m³
Conferência. ficou menor, como tinha de ficar — ar mais quente, menos denso. A razão 1,204 ÷ 0,946 ≈ 1,27: o ar frio é um quarto mais denso que o quente, e a tabela padrão do ar dá 0,946.
Exemplo 2 — O balão de dois mil metros cúbicos
Um balão de 2 000 m³ (valor didático) tem o ar de dentro a 100 °C (0,946 kg/m³) e o de fora a 20 °C (1,204 kg/m³). Com g = 10 m/s², qual é o empuxo, qual é o peso do ar de dentro e quanto sobra para envelope, cesto e passageiros?
Fórmula. E = ρfrio × V × g ; P = ρquente × V × g ; carga = E − P
Substituição. E = 1,204 × 2 000 × 10 ; P = 0,946 × 2 000 × 10
Resultado. E = 24 080 N ; P = 18 920 N ; carga = 5 160 N, o peso de cerca de 516 kg
Conferência. o mesmo número sai pela diferença de densidade, (1,204 − 0,946) × 2 000 = 516 kg. Envelope, cesto e dois homens cabem nisso.
Exemplo 3 — A térmica do planador
Uma bolha de ar a 30 °C sobe por um ar a 20 °C (1,204 kg/m³). Qual é a densidade da bolha e quantos por cento ela é mais leve que o ar ao redor?
Fórmula. ρ₂ = ρ₁ × T₁ ÷ T₂ ; diferença = (1 − T₁ ÷ T₂) × 100%
Substituição. ρ₂ = 1,204 × 293 ÷ 303 ; diferença = (1 − 293 ÷ 303) × 100%
Resultado. ρ₂ ≈ 1,164 kg/m³ ; cerca de 3,3% mais leve
Conferência. 1,204 − 1,164 = 0,040 kg/m³, e 0,040 ÷ 1,204 ≈ 3,3%. Dez graus em 303 kelvin são três por cento — em Celsius a razão 10 ÷ 30 daria 33%, errado.
Exemplo 4 — Por que a terra esquenta cinco vezes mais
Um quilograma de água (c = 1 000 cal/(kg·°C)) e um quilograma de rocha (c = 200 cal/(kg·°C)) recebem, cada um, Q = 1 000 cal do Sol (Q > 0: os dois recebem). Quanto a temperatura de cada um sobe?
Fórmula. Q = m × c × ΔT ⇒ ΔT = Q ÷ (m × c)
Substituição. água: ΔT = 1 000 ÷ (1 × 1 000) ; rocha: ΔT = 1 000 ÷ (1 × 200)
Resultado. água: ΔT = 1 °C ; rocha: ΔT = 5 °C
Conferência. a razão 5 ÷ 1 é a razão inversa dos calores específicos, 1 000 ÷ 200 = 5. O ar sobre a rocha fica mais quente, sobe, e o ar do mar entra: a brisa marítima.
Exemplo 5 — O balão que esfriou
O balão do Exemplo 2 deixa a fogueira baixar e o ar de dentro cai para 80 °C. Qual é a nova densidade do ar de dentro e quanta carga o balão ainda sustenta?
Fórmula. ρ₂ = ρ₁ × T₁ ÷ T₂ ; carga = (ρfrio − ρquente) × V × g
Substituição. ρ₂ = 1,204 × 293 ÷ 353 ; carga = (1,204 − 0,999) × 2 000 × 10
Resultado. ρ₂ ≈ 0,999 kg/m³ ; carga = 4 100 N, o peso de cerca de 410 kg
Conferência. vinte graus a menos dentro do envelope tiraram 106 kg de carga (516 − 410). Se o conjunto pesa mais que isso, o balão desce — era assim que se descia em 1783.
Radar ENEM
O ENEM cobra a convecção em três formatos: o item clássico da brisa (sentido do vento de dia e de noite, e o motivo, o calor específico da água); a casa (congelador em cima, aquecedor embaixo, ar-condicionado no alto); e o reconhecimento dos três caminhos numa situação do cotidiano, quase sempre com condução e irradiação na mesma frase.

Numa praia à tarde, de onde vem o vento e por quê? Do mar para a terra, porque a areia esquentou mais que a água: o ar sobre a areia subiu e o ar do mar entrou no lugar. E o distrator? "Porque o calor sobe" — calor não sobe; ar quente sobe. No formato numérico, a pegadinha é a escala: 1,204 × 293 ÷ 373 dá 0,946 kg/m³; 1,204 × 20 ÷ 100 dá 0,241, cinco vezes menor, a alternativa de quem esqueceu o 273.
Dica ENEM
Dica ENEM: os tropeços que o examinador coloca nas alternativas
- Dizer que o calor sobe — o que sobe é o ar quente, menos denso; calor não tem direção própria.
- Dividir em Celsius — a razão das densidades usa kelvin: 293 ÷ 373, nunca 20 ÷ 100 (Exemplo 1).
- Inverter a brisa — de dia vem do mar, de noite vai para o mar; a terra muda de temperatura mais depressa (Exemplo 4).
- Esquecer o peso do ar de dentro — o balão carrega a diferença E − P, não o empuxo inteiro (Exemplo 2).
- Chamar newton de quilo — 5 160 N é o peso de 516 kg; divida por g antes de falar em massa (Exemplo 5).
Resumo em cinco peças

- Convecção: o calor viaja com a matéria — só em líquidos e gases, nunca num sólido.
- Ar quente é menos denso e sobe; ar frio, mais denso, desce. Em kelvin, ρ × T é constante.
- Célula de convecção: sobe no quente, esfria em cima, desce pelo lado. Sem ΔT, sem célula.
- Brisa: de dia vem do mar, de noite vai para o mar — a terra esquenta cinco vezes mais.
- Aquecedor embaixo, congelador em cima: a célula precisa circular o ar inteiro.
Se for guardar uma frase só, guarde o balão: o empuxo paga o peso do ar quente de dentro, e o que sobra — 516 kg em 2 000 m³ — levanta o resto.
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