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Ilustração de abertura do capítulo 6: A pena e o martelo que caíram juntos na Lua

Capítulo 6A pena e o martelo que caíram juntos na Lua

Queda livre e lançamento vertical

Em 1971, na Lua, um astronauta soltou um martelo e uma pena ao mesmo tempo, e os dois tocaram o chão juntos: sem ar, a massa não entra na conta — Galileu sabia disso uns 350 anos antes.

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O caso: uma briga de dois mil anos, resolvida ao vivo

Em 2 de agosto de 1971, perto do fim da última caminhada da missão Apollo 15 na Lua, o comandante David Scott parou diante da câmera de televisão com um objeto em cada mão. Na direita, um martelo de geólogo, de mais de um quilo. Na esquerda, uma pena de falcão, que quase nada pesa. Ergueu os dois à mesma altura, pouco mais de um metro e meio acima do chão, e soltou ao mesmo tempo.

Chão lunar em esquema, com a linha do solo embaixo e o céu escuro. Um martelo e uma pena aparecem lado a lado em quatro instantes da queda, sempre à mesma altura um do outro, com linhas tracejadas horizontais ligando as posições de cada instante. Uma seta azul fixa, apontando para baixo, traz o rótulo g da Lua, cerca de 1,6 m/s². Um cartão: sem ar, os dois caem juntos.
Figura 6.1 — Na Lua não há ar: o martelo e a pena descem lado a lado, instante por instante, e tocam o chão juntos.

Os dois caíram lado a lado, devagar — a gravidade da Lua é cerca de um sexto da nossa — e tocaram o chão no mesmo instante. Scott comentou para as câmeras que aquilo confirmava o que Galileu tinha dito: o martelo não caiu mais depressa por ser mais pesado. A cena durou pouco mais de um segundo e encerrou uma discussão que tinha começado dois mil anos antes, com Aristóteles, e que Galileu tinha resolvido no papel e nos planos inclinados uns 350 anos antes de alguém poder fazer o teste num lugar sem ar.

Na Terra, o mesmo gesto dá outro resultado: o martelo cai logo e a pena flutua, balança e demora. Quem atrapalha a pena é o ar, não a gravidade. Tire o ar, e tudo cai do mesmo jeito, com a mesma aceleração, qualquer que seja a massa. Essa aceleração tem nome e símbolo — a aceleração da gravidade, g —, e com ela o movimento de queda vira um caso particular do MUV do capítulo 4. É o que este capítulo faz: queda livre, lançamento vertical para cima, a altura máxima e o espelho entre a subida e a descida, que a seção da simetria mostra no gráfico.

Aristóteles, Galileu e o ar

Durante quase dois mil anos, a resposta aceita para "o que cai mais rápido?" foi a de Aristóteles: o mais pesado. Parece óbvio — solte uma pedra e uma folha de papel, e a pedra chega antes. O raciocínio falha num ponto só: ele mistura duas coisas, a gravidade e o ar.

Dois tubos verticais de vidro, lado a lado, cada um com uma pena e uma moeda soltas no topo. No tubo da esquerda, com ar, a moeda já chegou ao fundo e a pena ainda está no alto. No tubo da direita, com o ar retirado por uma bomba de vácuo, a pena e a moeda estão lado a lado, na mesma altura.
Figura 6.2 — O tubo de vácuo, o experimento clássico de laboratório: com ar, a pena atrasa; sem ar, pena e moeda caem juntas.

Galileu separou as duas. Com bolas rolando em planos inclinados, que deixam a queda lenta o bastante para ser medida com relógios de água, ele mostrou que a velocidade de uma bola cresce o mesmo tanto em tempos iguais, e que bolas de pesos diferentes fazem isso juntas. O que atrasa a folha de papel é o ar, que a empurra para cima com uma força grande perto do peso pequeno dela. Amasse a folha numa bolinha e ela passa a cair quase junto com a pedra: o peso é o mesmo, o que mudou foi o ar.

Atenção

O mais pesado não cai mais rápido

Sem resistência do ar, todos os corpos caem com a mesma aceleração, qualquer que seja a massa. A aceleração da gravidade não depende da massa do corpo que cai. O que faz a pena e a folha de papel atrasarem na Terra é o ar; na Lua, onde não há ar, a pena cai junto com o martelo.

Queda livre: um MUV com a aceleração da gravidade

Queda livre é o movimento de um corpo solto, sem ar atrapalhando, sob a ação só da gravidade. Perto da superfície da Terra, a aceleração vale cerca de 9,8 m/s²; a prova e esta série usam g = 10 m/s², uma aproximação que deixa as contas limpas e erra por pouco mais de 2%. Na Lua, g vale cerca de 1,6 m/s².

A queda livre é o MUV do capítulo 4, com três simplificações: o corpo parte do repouso, a trajetória é vertical e a aceleração é sempre g. Escolha o eixo apontando para baixo, com a origem no ponto de onde o corpo foi solto, e as equações do capítulo 4 ficam curtas.

Definição

As equações da queda livre (eixo para baixo, partindo do repouso)

Uma coluna vertical com marcas de altura de 0 a 80 m, contadas para baixo a partir do ponto de soltura. Uma bola aparece em cinco instantes, de t igual a 0 a t igual a 4 s, nas marcas 0, 5, 20, 45 e 80 m. Ao lado de cada bola, uma seta salmão de velocidade apontando para baixo, cada vez mais longa: 0, 10, 20, 30 e 40 m/s. À direita, uma seta azul fixa de aceleração g, igual em todos os instantes.
Figura 6.3 — Queda livre: a cada segundo, mais 10 m/s de velocidade e cada vez mais metros de queda — 5, 15, 25, 35.

Solte uma bola do alto. Depois de 1 s, ela está a 10 m/s e caiu 5 m; depois de 2 s, a 20 m/s e caiu 20 m; depois de 3 s, a 30 m/s e caiu 45 m; depois de 4 s, a 40 m/s e caiu 80 m. A velocidade cresce em passos iguais, a distância em passos cada vez maiores — 5, 15, 25 e 35 m em cada segundo. É a assinatura do MUV, a mesma do arranque do carro no capítulo 4.

Dica ENEM

Dica ENEM: a tabela que vale decorar

Com g = 10 m/s², partindo do repouso: em 1 s cai 5 m; em 2 s, 20 m; em 3 s, 45 m; em 4 s, 80 m; em 5 s, 125 m. As alturas são 5 vezes o quadrado do tempo. Quando a questão der uma dessas alturas, o tempo sai de cabeça — e a velocidade de chegada é 10 vezes esse tempo.

Para cima ou para baixo: o eixo é você quem escolhe

A regra da série continua valendo, e aqui ela pesa mais do que nunca: antes de qualquer conta, diga de onde você está olhando. Num movimento vertical, o eixo pode apontar para baixo ou para cima, e a escolha muda os sinais — nunca a física.

Dois esquemas lado a lado com a mesma bola em queda. No da esquerda, o eixo aponta para baixo, com a origem no ponto de soltura: a velocidade e g são positivas. No da direita, o eixo aponta para cima, com a origem no chão: a velocidade e g são negativas, a aceleração vale menos 10 m/s².
Figura 6.4 — O mesmo movimento com dois eixos: para baixo, g entra positivo; para cima, g entra como −10 m/s².

Com o eixo para baixo, g entra positiva: a = +10 m/s². É o jeito mais simples para um corpo só caindo. Com o eixo para cima, g aponta contra o eixo e entra negativa: a = −10 m/s². É o jeito mais natural quando o corpo é atirado para cima, porque a subida fica positiva. As duas escolhas dão a mesma resposta física; o que não pode é trocar de eixo no meio da conta.

Atenção

g aponta sempre para baixo

O que muda com o eixo é o sinal de g, nunca a direção. A aceleração da gravidade aponta para o centro da Terra na subida, no topo e na descida. Se o eixo aponta para cima, escreva a = −10 m/s² e deixe os sinais trabalharem.

Lançamento vertical: subir é frear

Agora atire a bola para cima, a 20 m/s. Com o eixo para cima e a origem na mão, a velocidade começa positiva e a aceleração é −10 m/s²: sinais contrários, e o capítulo 4 já disse o que isso significa — a bola freia. A cada segundo ela perde 10 m/s. Depois de 1 s, sobe a 10 m/s; depois de 2 s, a velocidade é zero: é o ponto mais alto. Depois disso, a aceleração continua a mesma, a velocidade fica negativa, e a bola desce ganhando velocidade.

Uma trajetória vertical desenhada com a subida à esquerda e a descida à direita, para não sobrepor as posições. A bola aparece em t igual a 0, 1, 2, 3 e 4 s, nas alturas 0, 15, 20, 15 e 0 m. As setas salmão de velocidade apontam para cima e encolhem na subida — 20, 10 e zero no topo — e apontam para baixo e crescem na descida, 10 e 20 m/s. Ao lado de cada posição, a mesma seta azul de g, para baixo, sempre do mesmo tamanho.
Figura 6.5 — A seta da velocidade encolhe, some no topo e cresce para baixo. A seta de g não muda em instante nenhum.

Pense num elevador de vidro que sobe freando: você sente a desaceleração, ele para por um instante no alto e começa a descer, ganhando velocidade. A bola faz isso sem motor nenhum, e com um detalhe que confunde muita gente: a aceleração é a mesma o tempo inteiro. Na subida, no topo e na descida, ela é g, para baixo. O que muda de sinal é a velocidade.

Atenção

Regra de ouro: no ponto mais alto, v = 0 mas a = g

No topo da trajetória, a velocidade é zero por um instante. A aceleração, não: continua valendo 10 m/s², para baixo. Se a aceleração fosse zero no topo, a velocidade não mudaria mais — e a bola ficaria parada lá em cima para sempre. Ela desce justamente porque a aceleração não se desliga.

As equações são as do capítulo 4, com a = −g no eixo para cima: v = v0 − g × t e h = v0 × t − g × t² ÷ 2. Com v0 = 20 m/s: a bola para quando 20 − 10t = 0, em t = 2 s, e nesse instante está a h = 20 × 2 − 5 × 4 = 20 m. Em t = 4 s, h = 20 × 4 − 5 × 16 = 0: está de volta à mão.

A descida é o espelho da subida

Olhe outra vez os números: 2 s para subir, 2 s para descer. Aos 15 m de altura, a bola passa subindo a 10 m/s e passa descendo a 10 m/s. Na mão, sai a 20 m/s para cima e volta a 20 m/s para baixo. Sem ar, a descida é o espelho da subida.

Gráfico de velocidade por tempo do lançamento vertical, com o eixo para cima. Uma reta azul parte de mais 20 m/s em t igual a zero, cruza o eixo do tempo em t igual a 2 s e chega a menos 20 m/s em t igual a 4 s. O triângulo acima do eixo, de 0 a 2 s, tem o rótulo mais 20 m, a subida; o triângulo abaixo, de 2 a 4 s, tem o rótulo menos 20 m, a descida. Um cartão: deslocamento total zero; inclinação da reta igual a menos 10 m/s² o tempo todo.
Figura 6.6 — A reta cruza o eixo no topo, sem mudar de inclinação: a aceleração é −10 m/s² do começo ao fim. As duas áreas se cancelam.

O gráfico v × t do lançamento vertical é uma reta só, do começo ao fim — a inclinação é a aceleração, e ela não muda. A reta cruza o eixo no instante do topo, 2 s, e as duas áreas, a de cima e a de baixo, são triângulos iguais: +20 m na subida, −20 m na descida. Somadas com sinal, dão zero, porque a bola voltou ao ponto de partida. É a leitura de área do capítulo 5 confirmando o que o relógio já dizia.

Definição

A simetria do lançamento vertical (sem ar)

A altura máxima com Torricelli

Quanto sobe uma bola atirada a 30 m/s? O tempo não importa para a pergunta, e o capítulo 4 tem a equação certa para isso: Torricelli. No topo, v = 0; a aceleração é −10 m/s² no eixo para cima; o deslocamento é a altura máxima. Então 0 = v0² − 2 × g × h, e a altura máxima é h = v0² ÷ (2 × g).

Uma trajetória vertical com a bola saindo da mão a 30 m/s e subindo até 45 m, onde a seta de velocidade some. Uma cota lateral marca 45 m. Ao lado, a conta: h igual a 30 ao quadrado sobre 2 vezes 10, igual a 900 sobre 20, igual a 45 m. Abaixo, uma comparação: a 15 m/s a bola sobe 11,25 m, um quarto.
Figura 6.7 — Torricelli sem relógio: a 30 m/s a bola sobe 45 m. Com metade da velocidade, sobe um quarto da altura.

Com v0 = 30 m/s: h = 900 ÷ 20 = 45 m. É a mesma conta da frenagem do capítulo 4 — o 900 é o quadrado do 30 —, e ela tem a mesma consequência: a altura máxima cresce com o quadrado da velocidade de saída. Metade da velocidade, 15 m/s, dá 225 ÷ 20 = 11,25 m, um quarto da altura. O dobro da velocidade dá quatro vezes a altura.

E há uma conferência bonita, que junta tudo: 45 m é exatamente a altura da qual uma bola solta leva 3 s para cair e chega ao chão a 30 m/s. Subir 45 m partindo a 30 m/s é o filme da queda de 45 m passado de trás para a frente — a simetria de novo.

Exemplos resolvidos

Toda conta deste livro é feita em três tempos: a fórmula, a substituição dos números (já nas unidades certas) e o resultado com a unidade. Neste capítulo, o passo antes dos três tempos é decisivo: diga para onde aponta o eixo, porque é ele que dá o sinal de g.

Exemplo 1 — A queda de 45 metros

Uma pedra é solta do alto de um penhasco de 45 m. Quanto tempo ela leva para chegar ao chão e com que velocidade chega? (Eixo para baixo, g = 10 m/s².)

Fórmula. h = g × t² ÷ 2 ; v = g × t

Substituição. 45 = 10 × t² ÷ 2, logo t² = 9 ; v = 10 × 3

Resultado. t = 3 s ; v = 30 m/s

Conferência. 30 m/s são 108 km/h, a velocidade do carro do capítulo 4. Torricelli confirma: v² = 2 × 10 × 45 = 900.

Exemplo 2 — Para cima a 20 m/s

Uma bola é atirada verticalmente para cima a 20 m/s. Quanto tempo leva para subir, que altura atinge e em quanto tempo volta à mão? (Eixo para cima, a = −10 m/s².)

Fórmula. no topo, v = 0: t = v0 ÷ g ; h = v0 × t − g × t² ÷ 2 ; tempo total = 2 × t de subida

Substituição. t = 20 ÷ 10 ; h = 20 × 2 − 10 × 4 ÷ 2 ; total = 2 × 2

Resultado. sobe em 2 s ; atinge 20 m ; volta em 4 s

Conferência. por Torricelli, h = 400 ÷ 20 = 20 m. No topo a velocidade é zero e a aceleração continua −10 m/s².

Uma moeda solta do alto de um prédio de 80 m, com a queda marcada em quatro segundos: 5, 20, 45 e 80 m. No chão, a velocidade de chegada, 40 m/s.
Figura 6.8 — O Exemplo 3 em desenho: 80 m de queda, 4 s, 40 m/s na chegada.

Exemplo 3 — A moeda do alto do prédio

Uma moeda cai, a partir do repouso, do alto de um prédio de 80 m. Em quanto tempo chega ao chão e com que velocidade? Despreze o ar.

Fórmula. h = g × t² ÷ 2 ; v = g × t

Substituição. 80 = 5 × t², logo t² = 16 ; v = 10 × 4

Resultado. t = 4 s ; v = 40 m/s

Conferência. a velocidade média da queda é (0 + 40) ÷ 2 = 20 m/s, e 20 m/s durante 4 s são os 80 m do prédio. Quem responde 80 m/s dobrou a velocidade média no lugar de achar a final.

Exemplo 4 — A altura máxima de uma bola a 30 m/s

Uma bola sai da mão verticalmente para cima a 30 m/s. Até que altura ela sobe? (Eixo para cima.)

Fórmula. v² = v0² − 2 × g × h, com v = 0 no topo, logo h = v0² ÷ (2 × g)

Substituição. h = 30² ÷ (2 × 10) = 900 ÷ 20

Resultado. h = 45 m

Conferência. o tempo de subida é 30 ÷ 10 = 3 s, e em 3 s de queda livre um corpo cai exatamente 45 m. A subida é o espelho da queda do Exemplo 1.

Exemplo 5 — O martelo na Lua

Na Lua, g vale cerca de 1,6 m/s². Um martelo é solto de 1,8 m de altura. Quanto tempo leva para chegar ao chão, e quanto levaria na Terra?

Fórmula. h = g × t² ÷ 2, logo t² = 2 × h ÷ g

Substituição. Lua: t² = 2 × 1,8 ÷ 1,6 = 2,25 ; Terra: t² = 2 × 1,8 ÷ 10 = 0,36

Resultado. Lua: t = 1,5 s ; Terra: t = 0,6 s

Conferência. a queda na Lua dura 2,5 vezes mais, porque o tempo depende da raiz de g — e 10 ÷ 1,6 = 6,25, cuja raiz é 2,5. A pena, na Lua, gasta exatamente o mesmo 1,5 s.

Radar ENEM

O ENEM cobra queda livre de quatro jeitos: o tempo de queda a partir de uma altura, a altura máxima de um lançamento vertical, a pergunta conceitual sobre o ponto mais alto e a comparação de quedas de corpos com massas diferentes.

Duas esferas do mesmo tamanho, uma de 1 kg e outra de 10 kg, soltas juntas de 45 m; as duas chegam ao chão no mesmo instante, 3 s. Ao lado, um cartão com 3 s para as duas destacado e, riscado com um X, um cartão dizendo que a de 10 kg chega em 0,3 s: o distrator de quem acha que a massa acelera a queda.
Figura 6.9 — Sem ar, a massa não entra na conta. A alternativa que divide o tempo pela massa é o erro de Aristóteles.

Na comparação de quedas, o distrator é Aristóteles: uma alternativa diz que o corpo dez vezes mais pesado chega dez vezes mais rápido. Nenhuma das equações deste capítulo tem a massa — ela não tem como mudar o tempo de queda. Na questão do topo, o distrator é "velocidade e aceleração nulas"; a aceleração no topo é g. E na altura máxima, o tropeço é esquecer o quadrado: a 40 m/s a bola sobe 80 m, não o dobro dos 20 m que subiria a 20 m/s.

Dica ENEM

Dica ENEM: os tropeços que o examinador coloca nas alternativas

Resumo em cinco peças

Cinco peças: sem ar, tudo cai com a mesma aceleração g; h igual a g tê ao quadrado sobre dois; v igual a g tê; no topo v igual a zero e a igual a g; subida e descida são espelhos.
Figura 6.10 — O capítulo em cinco peças.
  1. Sem ar, tudo cai com a mesma aceleração, g ≈ 10 m/s² na Terra, qualquer que seja a massa.
  2. Na queda a partir do repouso, a altura percorrida é h = g × t² ÷ 2.
  3. A velocidade na queda cresce 10 m/s a cada segundo: v = g × t.
  4. No ponto mais alto de um lançamento vertical, v = 0 — e a aceleração continua sendo g, para baixo.
  5. Subida e descida são espelhos: mesmo tempo, mesma velocidade em cada altura, e a altura máxima é v0² ÷ (2 × g).

Se for guardar uma frase só, guarde a Lua: um martelo e uma pena, soltos juntos num lugar sem ar, tocaram o chão no mesmo instante — e Galileu, que nunca viu a cena, já sabia.

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