Termodinâmica ISumário
Ilustração de abertura do capítulo 4: O litro que muda de tamanho

Capítulo 4O litro que muda de tamanho

Dilatação superficial e volumétrica

O litro que sai da bomba às três da tarde é maior que o litro das seis da manhã — e a regra manda medir tudo a vinte graus, porque o volume muda e a massa não.

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O caso: o litro que muda de tamanho

Um posto de combustível, à noite. O bico da bomba pinga, o visor conta os litros. Um litro custou o que custou — mas o litro que saiu dali às três da tarde não é o mesmo litro que saiu às seis da manhã. O combustível cresce com o calor: cerca de um milésimo do volume para cada grau de temperatura. O tanque de aço que o guarda também cresce, mas muito menos — umas trinta e uma vezes menos, como a conta deste capítulo vai mostrar.

Duas provetas iguais, lado a lado, com o mesmo combustível: à esquerda, a 20 graus, o nível marca um litro; à direita, a 30 graus, o nível sobe um pouco, e uma cota mostra a diferença de cerca de 11 mililitros. Ao lado de cada proveta, a coluna de um termômetro, mais alta na segunda.
Figura 4.1 — O mesmo combustível a 20 °C e a 30 °C: mesma massa, volumes diferentes. A cota é a dilatação.

A regra brasileira sabe disso. Pela Resolução ANP nº 894/2022, o volume de derivados de petróleo é comercializado corrigido para 20 °C: a resolução fixa as tabelas que convertem densidade e volume de qualquer temperatura para essa referência. As distribuidoras carregam o diesel corrigindo para 20 °C — e, se a temperatura ambiente é maior ou menor, a diferença de volume é perceptível, embora a massa não mude. Um exemplo da própria tabela: um produto na faixa da gasolina medido a 24,5 °C recebe o fator 0,9951 — cada litro medido vale 0,9951 litro a 20 °C.

É desse fato que sai o capítulo. O capítulo 3 mostrou o trilho crescendo numa direção só, com ΔL = L₀·α·ΔT. Aqui a mesma ideia ganha duas e três direções: a chapa que cresce em área, o líquido que cresce em volume, o furo da tampa que cresce junto com a chapa — e a dilatação aparente, que é o que o olho vê quando o líquido e o recipiente crescem ao mesmo tempo.

De uma dimensão para duas: a chapa e o furo

Uma chapa de metal aquecida cresce no comprimento e cresce na largura. Cada lado obedece à regra do capítulo 3, com o mesmo α. Como a área é o produto dos dois lados, a variação relativa da área é a soma das duas variações relativas — e a chapa cresce em área com o dobro do coeficiente.

Uma chapa retangular com um furo circular no meio. O contorno tracejado mostra a chapa antes de aquecer; o contorno cheio, um pouco maior, mostra a chapa aquecida. O furo também está maior no contorno cheio. Cotas marcam o crescimento do lado e o crescimento do diâmetro do furo.
Figura 4.2 — A chapa aquecida cresce em todas as direções — e o furo cresce junto, como se fosse chapa.

Definição

Dilatação superficial

Para o aço, α = 12 × 10−6 /°C, então β = 24 × 10−6 /°C: uma chapa de 1 m² aquecida em 50 °C cresce ΔA = 1 × 24 × 10−6 × 50 = 1,2 × 10−3 m², ou 12 cm². Pouco — mas é o dobro do que daria quem usasse α no lugar de β.

E o furo? Pense num pedaço da chapa recortado com uma caneta: se a chapa fosse aquecida inteira, esse pedaço cresceria com o resto. Agora retire o pedaço. A borda que ficou não sabe que o miolo saiu: cada ponto dela continua a se afastar dos vizinhos na mesma proporção. O furo dilata como se fosse chapa. É por isso que a tampa de metal presa no pote de vidro sai depois de um jato de água quente: o furo da tampa cresce mais que o gargalo de vidro, porque o aço tem α maior que o vidro (12 contra 8,3 × 10−6 /°C). A conta está no Exemplo 1.

Atenção

O furo cresce; não encolhe

O erro clássico é imaginar o metal "invadindo" o furo ao dilatar. Não invade: o furo faz parte da chapa e cresce com ela, no mesmo coeficiente. Anel, arruela, gargalo, furo de parafuso — todo vazio cercado de metal aumenta quando o metal esquenta. Quem diz que o furo encolhe erra a tampa, erra o anel e erra a questão.

Dica ENEM

Dica ENEM: dilatar é a mesma coisa em uma, duas ou três direções

Só muda o número de vezes que α entra: α para o comprimento, 2α para a área, 3α para o volume. Se o enunciado dá α e pede área, dobre; se pede volume, triplique. Se dá β ou γ e pede comprimento, faça o caminho de volta.

De duas para três: o volume

O mesmo raciocínio, com uma dimensão a mais. Um bloco aquecido cresce no comprimento, na largura e na altura, cada uma com α; o volume é o produto das três, e a variação relativa do volume é a soma das três — o coeficiente volumétrico é o triplo do linear.

Três peças de aço lado a lado: uma barra, uma chapa e um cubo. Sobre cada uma, o contorno do "depois" e uma cota; embaixo, o coeficiente: alfa para a barra, dois alfa para a chapa, três alfa para o cubo.
Figura 4.3 — Uma, duas ou três direções: α, 2α, 3α. Só multiplica.

Definição

Dilatação volumétrica

Materialα (/°C)γ (/°C)
aço12 × 10−636 × 10−6
vidro8,3 × 10−625 × 10−6
gasolina—1,1 × 10−3

Para o aço, γ = 3 × 12 × 10−6 = 36 × 10−6 /°C. Um cubo de aço de 1 000 cm³ (10 cm de aresta) aquecido em 100 °C cresce ΔV = 1 000 × 36 × 10−6 × 100 = 3,6 cm³ — menos de uma colher de chá num cubo de um litro. Sólido dilata pouco. É a última linha da tabela que muda a história.

Atenção

Toda conta de dilatação declara três coisas

Antes de multiplicar, escreva o valor inicial (L₀, A₀ ou V₀, com unidade), a variação de temperatura ΔT (em °C, com sinal: esquentou é positiva, esfriou é negativa) e o coeficiente com a unidade /°C. O resultado sai na unidade do valor inicial — se V₀ está em litros, ΔV sai em litros. Quem mistura cm³ com litros ou esquece o sinal de ΔT erra a resposta com a fórmula certa.

Os líquidos dilatam muito mais

Compare os coeficientes da tabela: o γ da gasolina, 1,1 × 10−3 /°C, é cerca de trinta e uma vezes o γ do aço (36 × 10−6 /°C) e quase cem vezes o α do aço. A ordem de grandeza resume: líquidos têm γ da casa de 10−3 /°C; sólidos, α da casa de 10−5 /°C. É uma diferença de duas potências de dez.

Duas barras horizontais em escala: a de cima, longa, é o coeficiente volumétrico da gasolina, 1 100 vezes 10 elevado a menos 6 por grau; a de baixo, curta, é o do aço, 36 vezes 10 elevado a menos 6 por grau. Um rótulo diz que a de cima cabe trinta e uma vezes na de baixo.
Figura 4.4 — Coeficiente é escalar: barra, sem seta. A da gasolina é trinta e uma vezes a do aço.

Com o γ da gasolina, a conta do posto fica concreta. Um tanque de carro com 50 L, num dia em que a temperatura sobe 10 °C: ΔV = 50 × 1,1 × 10−3 × 10 = 0,55 L. Meio litro que existe de tarde e não existe de manhã — sem que uma grama a mais de combustível tenha entrado. E o caminhão-tanque: 30 000 L carregados a 30 °C e medidos a 20 °C encolhem ΔV = 30 000 × 1,1 × 10−3 × (−10) = −330 L. Trezentos e trinta litros que somem no termômetro.

Dica ENEM

Dica ENEM: sólido é 10−5, líquido é 10−3

Quando a questão pede a dilatação de um líquido e as alternativas variam por potências de dez, use a ordem de grandeza como filtro: um líquido cresce da casa de 0,1% por grau; um sólido, da casa de 0,001% por grau. Se o resultado para 50 L de combustível deu 5,5 mL, faltou um fator de cem; se deu 55 L, sobrou um.

Atenção

O volume muda; a massa, não

Dilatar não cria nem destrói matéria: as mesmas moléculas ocupam mais espaço. Os 0,55 L a mais do tanque quente são o mesmo combustível espalhado, com a mesma massa e a mesma energia para queimar. É por isso que a regra corrige o volume para 20 °C: o que se compra, no fundo, é massa — o litro é só a régua.

Dilatação aparente: o recipiente também cresce

Quando o combustível esquenta dentro do tanque de aço, o tanque esquenta junto. O líquido cresce 330 L a cada 10 °C — e o tanque cresce também, só que com o γ do aço. O que se vê no nível do tanque é a diferença.

Um tanque cilíndrico deitado, de caminhão, visto de lado, com o combustível dentro. Duas cotas: uma longa, do lado do líquido, marca a dilatação de 330 litros; uma curta, junto à parede do tanque, marca os 10,8 litros de crescimento do próprio tanque. Uma terceira cota, no nível, marca a dilatação aparente de cerca de 319 litros.
Figura 4.5 — O líquido cresce 330 L; o tanque, 10,8 L. O nível mostra a diferença: a dilatação aparente.

Definição

Dilatação aparente

Com números: o tanque de aço de 30 000 L, γ = 36 × 10−6 /°C, aquecido em 10 °C, cresce ΔV = 30 000 × 36 × 10−6 × 10 = 10,8 L. O combustível cresce 330 L. O nível sobe o equivalente a 330 − 10,8 = 319,2 L — cerca de 319 L. A razão entre as duas dilatações é 1,1 × 10−3 ÷ 36 × 10−6 ≈ 31: o líquido cresce trinta e uma vezes mais que a lata. Por isso, na prática, o tanque quase não disfarça a dilatação do combustível — mas numa questão de prova a parcela do recipiente é exatamente o que separa a alternativa certa da tentadora.

Atenção

Real, aparente e a do frasco

São três números, e a questão pode pedir qualquer um. A dilatação real é a do líquido sozinho; a do frasco é a do recipiente; a aparente é a diferença. Quem responde 330 L quando a pergunta é "quanto o nível subiu" esqueceu o frasco; quem responde 319 L quando a pergunta é "quanto o líquido dilatou" descontou o que não devia.

A lei mede a vinte graus

Tudo isso explica a resolução da agência reguladora. Se o volume de um líquido muda com a temperatura, "um litro" não é uma quantidade fixa de combustível: é uma quantidade que depende de quando e onde se mediu. A saída é escolher uma temperatura de referência — 20 °C — e converter todo volume medido para o volume que o mesmo produto teria nessa temperatura. O fator da tabela faz isso: 0,9951 a 24,5 °C significa que 4,5 °C acima da referência inflaram o volume em 0,49%, e a conversão desconta.

Gráfico do volume em função da temperatura para 50 litros de gasolina: uma reta que passa por 50 litros a 20 graus e por 50,55 litros a 30 graus. O eixo horizontal é a temperatura em graus Celsius; o vertical, o volume em litros. Uma cota vertical marca os 0,55 litro entre as duas temperaturas.
Figura 4.6 — O volume cresce em linha reta com a temperatura: a inclinação é V₀·γ. A regra lê tudo na marca dos 20 °C.

A partir desse fator sai o coeficiente que a série usa: se 4,5 °C de aquecimento respondem por 0,49% do volume, então γ = 0,0049 ÷ 4,5 ≈ 1,1 × 10−3 /°C. Não é um número de livro; é um número da tabela oficial, e a narração o resume como "cerca de um milésimo por grau".

Dica ENEM

Dica ENEM: o gráfico V × T é uma reta

Nas questões com gráfico, o volume em função da temperatura é uma reta que sai de V₀ na temperatura de referência. A inclinação vale V₀·γ, então o coeficiente se lê do gráfico: γ = (variação de V) ÷ (V₀ × variação de T). Se a reta é de um líquido, a inclinação é grande; se é de um sólido, quase deitada — e as duas nunca se cruzam.

Fica uma pergunta para o próximo capítulo. Tudo o que a série disse até aqui — o trilho, a chapa, o cubo, a gasolina — cresce quando esquenta. E a água? A água quebra essa regra entre zero e quatro graus: nessa faixa ela encolhe ao esquentar. É por isso que um lago congela por cima, e é o assunto do capítulo 5.

Exemplos resolvidos

Toda conta deste livro é feita em três tempos: a fórmula, a substituição dos números (já nas unidades certas) e o resultado com a unidade. Nas contas de dilatação há um passo antes: declarar o valor inicial, o ΔT com sinal e o coeficiente com unidade.

Um pote de vidro visto de cima com a tampa de aço: dois círculos concêntricos, o gargalo e o furo da tampa, ambos com 8 centímetros de diâmetro a frio. Ao lado, os mesmos círculos depois de 60 graus de aquecimento, com cotas ampliadas: o furo de aço cresceu 0,058 milímetro e o gargalo de vidro, 0,040 milímetro; a diferença de 0,018 milímetro solta a rosca.
Figura 4.7 — O Exemplo 1 em desenho: o furo de aço cresce mais que o gargalo de vidro, e a tampa solta.

Exemplo 1 — A tampa que sai com água quente

Uma tampa de aço (α = 12 × 10−6 /°C) tem furo de 8 cm de diâmetro e está presa ao gargalo de vidro (α = 8,3 × 10−6 /°C) de um pote, também com 8 cm. Um jato de água quente aquece os dois em 60 °C. Quanto cresce cada diâmetro, e qual é a folga que solta a tampa?

Fórmula. ΔD = D₀·α·ΔT, com D₀ = 8 cm, ΔT = +60 °C ; folga = ΔD do aço − ΔD do vidro

Substituição. aço: ΔD = 8 × 12 × 10−6 × 60 ; vidro: ΔD = 8 × 8,3 × 10−6 × 60

Resultado. aço: ΔD = 0,00576 cm ≈ 0,058 mm ; vidro: ΔD = 0,00398 cm ≈ 0,040 mm ; folga ≈ 0,018 mm

Conferência. o furo cresceu como chapa, não encolheu; a folga é minúscula, mas basta para vencer o atrito da rosca — na prática, o metal esquenta antes do vidro e a folga é ainda maior.

Exemplo 2 — A área do furo

O furo da tampa do Exemplo 1 tem 8 cm de diâmetro (raio 4 cm). Com π ≈ 3, quanto cresce a área do furo com os mesmos 60 °C?

Fórmula. A₀ = π·r² ; ΔA = A₀·β·ΔT, com β = 2α = 24 × 10−6 /°C e ΔT = +60 °C

Substituição. A₀ = 3 × 4² = 48 cm² ; ΔA = 48 × 24 × 10−6 × 60

Resultado. ΔA = 0,069 cm² ≈ 6,9 mm²

Conferência. em proporção, a área cresceu β·ΔT = 24 × 10−6 × 60 = 0,144%, o dobro dos 0,072% do diâmetro — a área tem duas dimensões, e o fator entra duas vezes.

Exemplo 3 — O tanque do carro

Um tanque tem 50 L de gasolina (γ = 1,1 × 10−3 /°C) enchidos de manhã. À tarde, a temperatura do combustível subiu 10 °C. Quanto o volume aumentou?

Fórmula. ΔV = V₀·γ·ΔT, com V₀ = 50 L, ΔT = +10 °C

Substituição. ΔV = 50 × 1,1 × 10−3 × 10

Resultado. ΔV = 0,55 L

Conferência. 1,1 × 10−3 por grau vezes 10 graus é 1,1% do volume; 1,1% de 50 L é 0,55 L. A massa de combustível é a mesma da manhã.

Exemplo 4 — O caminhão-tanque

Um caminhão carrega 30 000 L de combustível a 30 °C e o volume é medido a 20 °C, como manda a resolução. Qual é a variação de volume?

Fórmula. ΔV = V₀·γ·ΔT, com V₀ = 30 000 L, γ = 1,1 × 10−3 /°C, ΔT = 20 − 30 = −10 °C

Substituição. ΔV = 30 000 × 1,1 × 10−3 × (−10)

Resultado. ΔV = −330 L (o volume diminui 330 L)

Conferência. o sinal negativo é o ΔT: esfriou, encolheu. Trezentos e trinta litros em trinta mil é 1,1%, a mesma fração do Exemplo 3 — a dilatação relativa só depende de γ e de ΔT.

Exemplo 5 — A dilatação aparente no tanque de aço

O tanque de aço do caminhão (γ = 36 × 10−6 /°C) também tem 30 000 L e sofre o mesmo aquecimento de 10 °C. Quanto ele cresce, e quanto o nível do combustível sobe de fato?

Fórmula. ΔV do tanque = V₀·γ do aço·ΔT ; ΔV aparente = ΔV do líquido − ΔV do tanque, com V₀ = 30 000 L, ΔT = +10 °C

Substituição. ΔV do tanque = 30 000 × 36 × 10−6 × 10 ; ΔV aparente = 330 − 10,8

Resultado. ΔV do tanque = 10,8 L ; ΔV aparente = 319,2 L ≈ 319 L

Conferência. a razão 330 ÷ 10,8 ≈ 31 é a razão dos coeficientes, 1,1 × 10−3 ÷ 36 × 10−6 ≈ 31 — o líquido cresce trinta e uma vezes mais que a lata.

Radar ENEM

O ENEM cobra este capítulo em quatro formatos, e nenhum deles pede caminhão-tanque. O primeiro é a relação entre os coeficientes: dado α, achar β ou γ. O segundo é o furo, o anel e a tampa — a pergunta é "aumenta ou diminui", e a resposta é sempre aumenta. O terceiro é a dilatação aparente: o líquido no frasco, com três números possíveis. O quarto é o gráfico V × T, uma reta cuja inclinação dá o coeficiente. E, no meio dos enunciados, a junta de dilatação da ponte: a fresta entre dois trechos existe para o vão crescer no verão sem empurrar o vizinho.

Um trecho de ponte visto de lado, com a junta de dilatação: uma fresta entre dois blocos do tabuleiro, apoiados em pilares. Uma cota sobre o vão de 100 metros mostra o crescimento de 4,8 centímetros com 40 graus de aquecimento. Ao lado, um cartão riscado com o distrator: o furo que encolhe.
Figura 4.8 — A junta de dilatação: um vão de aço de 100 m cresce 4,8 cm em 40 °C, e a fresta é o lugar para isso. O cartão riscado é o erro do furo que encolhe.

Um exemplo do primeiro formato, com números de prova: um vão de aço de 100 m, ΔT = 40 °C, cresce ΔL = 100 × 12 × 10−6 × 40 = 0,048 m, quase 5 cm — a fresta da junta tem de ser maior que isso. E o distrator do terceiro: quem esquece o frasco responde a dilatação real no lugar da aparente, e a alternativa está lá, esperando.

Dica ENEM

Dica ENEM: os tropeços que o examinador coloca nas alternativas

Resumo em cinco peças

Cinco peças: beta é dois alfa e gama é três alfa; o furo cresce como chapa; líquido dilata cerca de cem vezes mais que sólido; dilatação aparente é a do líquido menos a do recipiente; a regra mede a 20 graus porque o que se compra é massa.
Figura 4.9 — O capítulo em cinco peças.
  1. β = 2α e γ = 3α: dilatar é a mesma coisa em uma, duas ou três direções — só multiplica.
  2. O furo cresce como chapa: anel, tampa e gargalo aumentam quando o metal esquenta.
  3. Líquido dilata cerca de cem vezes mais que sólido: γ da casa de 10−3 contra α de 10−5.
  4. Dilatação aparente = a do líquido − a do recipiente: o nível esconde o que o frasco cresceu.
  5. A regra mede a 20 °C porque o que se compra é massa; o litro muda de tamanho, a massa não.

Se for guardar uma frase só, guarde o posto: o litro das três da tarde é maior que o das seis da manhã — e a massa é a mesma.

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